quinta-feira, novembro 30, 2017

Mulheres no mundo, mulheres em lugares de destaque

Estava a ler sobre as eleições na Islândia e, apesar dos recentes escândalos que levaram precisamente a novas eleições, não deixa de ser surpreendente que um país pequeno e insular seja tão democrático. 

E com isto quero dizer que, embora existam, tenham existido e vão sempre existir dificuldades e desafios, os seus cidadãos chegam a consensos adultos e ponderados sem serem bafientos. Para disso, as mulheres também têm um papel preponderante e, agora, uma segunda mulher chega a primeira-ministra do país. 

Ainda para mais, uma mulher ambientalista, pacifista e poeta - se fosse aqui, os portugueses das redes sociais já bradariam sobre que faria uma militante da extrema-esquerda feminista num cargo de tamanha responsabilidade e à frente de uma grande coligação de partidos.

Quando se fala em igualdade não se fala em forçosamente colocar pessoas em locais chave da vida pública mas sim que elas cheguem lá naturalmente pelas suas competências. Esta primeira-ministra seria talvez uma mulher que eu gostaria de ver como primeira-ministra no nosso país, não conseguimos lá chegar, daí falar-se tanto sobre desigualdade. 

Acredito que havemos de lá chegar, talvez quando as próprias mulheres deixarem de carregar os homens ao colo até praticamente ao fim da vida possam ter o seu lugar de destaque. É que a independência funciona para ambos os lados e não resulta se um deles estiver gentilmente a ceder espaço e o outro a achar que não o merece.

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