segunda-feira, novembro 24, 2014

Paixão profissional

Repito-me várias vezes aqui no blogue, assim como me repito na chamada vida real. Agora, repito-me para dizer que se pudesse escolher uma ocupação para o resto da vida arriscaria dizer que escrever seria essa ocupação. Tenho pensado em dedicar-me profissionalmente à escrita mas nunca olhei para ela dessa maneira e adio porque escrevo amadoramente, como alguém que a ama e acolhe.

Talvez a falta de ambição me leve a pensar assim, reflicto sobre isso quando noto que existem muitas pessoas que se auto denominam de escritoras ou fotógrafas e por aí adiante. Para mim, poucas deveriam adoptar essa designação, falta-lhes paixão e talvez seja isso que se perde na profissionalização. Poucos escritores são apaixonados profissionalmente, lembro-me do Valter Hugo Mãe quando associo ao conceito de profissional da escrita por inteiro - aquele que ama e vive da escrita e cuja paixão incendeia cada palavra.
É possível que a paixão esteja fora de moda, não sei bem, mas entristece-me que ela desapareça. 

Escrever, sim, seria o que gostaria de fazer indefinidamente.

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