terça-feira, outubro 28, 2008

Fome das entranhas de luz

Entro numa sala enorme, longa, sem fim. Caminho sem fim mas não sinto cansaço. Não há ninguém, nunca me cruzo com a vida mas sinto uma luz que vem do fim do mundo, por detrás da esquina do universo. E é nessa luz que ponho as duas mãos, bem grandes, enormes, desproporcionais, agarro-a e engulo-a por completo. Preciso dela em mim, completa, plena, cheia.

2 comentários:

Anónimo disse...

Que pensamento tão bonito.

Isobel disse...

Foi inspirado, motivado :)