Doris Salcedo no CAM
Há já algum tempo que tinha intenção de ir ver a exposição da Doris Salcedo no CAM. Posso dizer que não sabia absolutamente nada sobre ela nem sobre o foco da exposição, excepto o que o segurança do CAM me tinha dito, por volta de Outubro, que ia demorar porque havia umas coisas que ainda tinham de crescer.
Quando agora decidi ir ver aquela que acabaria por se tornar uma das melhores exposições do ano, também não quis saber nada e simplesmente entrei. Aquilo que senti, de facto, comprovou a intenção da irreverente artista colombiana e fiquei apaixonada.
Não tirei fotografias, não fiz vídeo, apenas entrei e deambulei pelo labirinto de mesas mudas e senti o cheiro do húmus e da madeira. A sensação de ter entrado num túmulo foi mais forte, a solenidade, a vida que se desprende dos objectos inanimados. Dois mundos, opostos, com vida pelo meio. O húmus que separa o fim e o princípio. A ignorância nem sempre é uma desvantagem e, no caso desta genialíssima instalação, é um grande bónus.


3 comentários:
deste-me a maior descoberta dia! o Mendes Harmónica Trio
eu andava para ir ver essa exposição....
:D conheci pessoalmente o Sr. Raúl e a esposa, são pessoas maravilhosas ;)
e a exposição está quase a acabar mas ainda deve dar para ires ver, aproveita porque é uma experiência quase religiosa.... vale mesmo a pena!
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