Hoje, no quadro de honra do trabalho (onde, aliás, nunca estive), chamou-me a atenção a frase mote para lá se estar incluído. Dizia, pelo canto inferior esquerdo, Tu és o que conquistas, enquanto passava por ele pela enésima vez. Mas desta vez, aquela frase pareceu-me estranha porque a ideia de conquista está, para mim, associada a chegar, ver e vencer, em termos de ser-se o melhor e aquele que coloca a estaca primeiro (a bem ou a mal).
Soar-me-ia infinitamente melhor Tu és aquilo que alcanças mas isso seria, em hipótese, muito frouxo. Aquilo que alcançamos é relativo e tem a ver com as conquistas pessoais de cada um de nós, o que não significa necessariamente que somos o melhor entre os melhores, só que chegámos a um ponto de viragem, de mudança, até de ganhar uma nova visão, de nos termos superado nalgum ponto específico.
Todos os dias me parece que o marketing e a realidade de uma empresa se construiria de uma forma muito mais sólida se tivesse em conta essas pequenas conquistas que são, na maior parte dos casos, maiores que uma conquista daquelas à antiga, à império, à colonizador.
Não quero com isto desculpar o facto de nunca ter tentado sequer alcançar essa visão de conquista e, com isso, ser até improdutiva no meu trabalho mas no meu léxico de vida sempre tive mais em conta que somos indivíduos e não células em folhas de Excel. Que me desculpe a economia, o neoliberalismo, o capitalismo e praticamente todos esses ismos de cujos princípios não comungo.